Fundado em 1990 pela benfeitora Olga Capovilla, o Centro Espírita Paulo de Tarso de Vinhedo (CEPT) dedica-se desde o início de suas atividades ao objetivo de Acolher e Consolar, Educar e Evangelizar, através das preleções e passes, cursos e grupos de estudo, baseando-se na Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec e fundamentada nos exemplos e ensinamentos do Mestre Jesus!
Como desdobramento desses princípios de Amor Fraterno e Caridade, o CEPT mantém obras assistenciais de caráter filantrópico e beneficente de amparo a crianças, adolescentes, idosos e famílias em situação de risco social, de forma gratuita, sem distinção. O objetivo é o de auxiliar na solução dos problemas humanos.


Dona Olga conta que suas primeiras lembranças como médium surgiram a partir dos quatro anos, quando brincava com quatro crianças em seu quarto. Aos sete anos, começou a ter pesadelos que a deixavam assustada, levando sua mãe a confortá-la, afirmando que os meninos não voltariam, embora ocasionalmente aparecessem com formas assustadoras. Com oito anos, após um dia inteiro dormindo, um homem misterioso apareceu em sua casa, afirmando que ela era médium e estava em outro plano, mas que seu “canal” seria fechado até os 16 anos, quando iniciaria sua missão na Terra. Após essa intervenção, as aparições de crianças e bruxas cessaram, mas santos passaram a visitá-la.
Ao se mudar para Vinhedo, conheceu seu futuro marido, mas seu pai impôs restrições ao namoro. A família logo começou a trabalhar na fábrica dos Storani. Com o passar do tempo, os pais mantinham a vigilância sobre ela, especialmente após as crises de ausência. Apesar da felicidade no casamento aos 18 anos, Dona Olga relata que, após o nascimento de sua segunda filha, as crises retornaram, evidenciando a conexão com seu passado mediúnico e a orientação de seu pai para buscar a Doutrina Espírita no futuro. E foi nesse contexto que começou a receber orientações sobre sua missão de fundar um centro espírita. Apesar de relutante em compartilhar suas visões, ela sentia um chamado interno. Com o apoio de seu cunhado, encontrou o Centro Espírita Padre Eustáquio em Campinas. Ao ingressar, Dona Olga se depara com o retrato de um padre que lhe sorri, o que a faz sentir-se acolhida e acreditar que o local é bom, semelhante à Igreja Católica que frequentava. No entanto, ao recordar os ensinamentos de seus pais e sua vivência na Igreja, ela experimenta um conflito interno, sentindo-se culpada por trair suas raízes católicas. Dona Olga relembra suas atividades na igreja, como a ajuda aos necessitados e o envolvimento com a Liga do Sagrado Coração de Jesus, evidenciando sua forte conexão com a fé católica.
Apesar de suas inseguranças em relação ao espiritismo e ao medo dos espíritos, ela continua frequentando a Instituição Espírita Padre Eustáquio e, mesmo assim, se sente bem. Em uma visita, o Sr. João Rosa a convida para conversar e apresenta um jovem vidente, que revela que ela possui mediunidade. Dona Olga, cética, menciona que nunca se sentiu envolvida, mas compartilha memórias de sua avó, que a ensinou a benzer crianças. O jovem a encoraja, afirmando que sua prática de benzimento é, de fato, uma forma de mediunidade. A conversa a leva a refletir sobre suas experiências e a aceitar seu papel no novo contexto espiritual.
Dona Olga passou por um tratamento de desobsessão no Centro Espírita, que durou dez semanas, seguido de um período de estudo da Doutrina Espírita e dos livros de Allan Kardec. Após recair em abandonos, foi advertida pelo Sr. João Rosa, diretor do Centro, a se comprometer com sua missão. Ao longo do tempo, começou a substituir suas orações diárias pela leitura do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, onde interagia com espíritos que compartilhavam suas histórias. Em 1980, decidiu estudar sozinha com o Sr. João, sem a aprovação do marido, e posteriormente levou sua filha ao Centro, que também havia começado a ter dificuldades relacionadas ao desencarne. Ao ingressar efetivamente no trabalho do Centro, foi apresentada ao seu Mentor, um espírito que se identificou como Irmão Paulo. Dona Olga, inicialmente receosa, aceitou o contato, sentindo uma profunda alegria. O Mentor destacou a importância da humildade entre os espíritos e a necessidade de estudo para melhor auxiliar os desencarnados. Assim, Dona Olga e Irmão Paulo iniciaram uma parceria de trabalho espiritual, reconhecendo Deus como a luz maior que guia todos.
Após um primeiro encontro com espíritos, onde superou o medo com orações, ela se dedicou ao atendimento fraterno. Com a mudança do Sr. João Rosa, procurou outro centro e, mesmo diante de críticas, respeitou as crenças alheias. Através da ajuda de uma amiga, conheceu D. Mercedes, que lhe permitiu usar um espaço fechado para continuar o trabalho. O crescimento do grupo levou à fundação do Centro Espírita Paulo de Tarso em 1990, possibilitado pelo apoio da comunidade e eventos de arrecadação.
“Nosso pai, que é Deus, está sempre à nossa espera; pode demorar, mas um dia chega a nossa vez. Jesus, filho de Deus que derramou seu sangue por nós, continua iluminando nossas existências com a luz Maior que está n’Ele, para que ninguém fique sem essa luz, porque com Deus e Jesus não há trevas.
A luz se fez para todos os confins da terra e da humanidade; estamos todos a caminho da luz e não há trevas que resistam à sua claridade e também não há quem não dobre os joelhos em terra para que toda a humanidade se salve.”
“Meu abraço a todos os que comigo participaram para que esta luz iluminasse as nossas consciências, para que esta Casa de Oração a Deus fosse uma fonte de luz a se derramar para todos os que a ela viessem em busca do Bem Maior que é a paz da consciência tranquila, a luz a iluminar os nossos caminhos. Deixemos em paz aqueles que não comungam com os nossos pensamentos e as nossas palavras de fé e de entendimento da luz que nos fez aceitar a Sombra da luz, porque esta sombra que esfria a fé que nos levaria à salvação, esta mesma sombra um dia vai virar luz, porque a luz vence todos em todos os tempos.
Luz é força, é energia que nos movimenta na direção d’Aquele que fez a luz, mas permitiu que a sombra viesse abrandar o calor, porque a sombra um dia também se tornará luz, e todos serão felizes.”